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Relativamente próximo encontra-se a pequena vila de Vidago, conhecida pelas suas Águas Minerais – Vidago, as quais são engarrafadas desde 1886, e cujo conteúdo mineral excecionalmente elevado – em particular ferro – tem propriedades terapêuticas. É também conhecida pelas suas fontes termais desde o século XVII, cujas águas tem propriedades benéficas, destinando-se ao tratamento do aparelho respiratório e os duches e banhos, simples ou com massagens potenciam o bem-estar dos visitantes nesta estância termal – anti-stress, desabituação ao tabagismo e controlo de peso. A poucos km de distância, existem dois excelentes campos de golfe, um situado em Vidago, construído em 1936, tendo sido recentemente reconstruído de acordo com as especificações da USGA para greens e tees, e transformado num campo Par 72, potenciando a realização de campeonatos internacionais. O outro, Clube de Golfe de Vidago, recentemente inaugurado fica situado a 4 km da aldeia, em Vila do Conde-Vidago, onde a modalidade desportiva têm as três primeiras aulas gratuitas, e a política de preços é encorajadora para a pratica deste desporto.

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DESDE O TEMPO DOS ROMANOS ATÉ AO PRESENTE

A meros 16 km da aldeia está localizado a bonita cidade medieval de Chaves, famosa pelas suas termas, de banhos quentes, sendo as suas águas as mais quentes da Europa (cerca de 73ºC). Tem a Fonte do Povo (exterior) onde corre a água a essa temperatura, onde os flavienses e turistas vão bebericar a água com ritual prazer. Incluído no complexo termal, há ainda uma visita obrigatória à Buvete (interior), que recebe cerca de um milhão de visitantes por ano. Ambas as instalações são de utilização gratuita. Ainda em Chaves há inúmeros tesouros históricos a visitar, bem no coração da parte antiga da cidade, tais como a Ponte Romana com dezasseis arcos sobre o rio Tâmega que atravessa a cidade, o imponente castelo do século XIV e suas muralhas, assim como uma das praças mais elegantes da cidade, onde se encontra o palácio da Câmara Municipal, a Igreja Matriz, de construção romana, e o Museu Militar que põe em exposição uma coleção de objetos da arqueologia local. A partir desse local pode ter uma vista panorâmica sobre a bonita cidade. Próximo, encontram-se outros locais de interesse, os quais conservam as características de uma época remota, nomeadamente, Montalegre, Boticas e Soutelo – apenas para mencionar alguns. A referir a famosa Sexta Feira 13, em Montalegre, com romaria em volta do oculto, e espetáculo baseado nas lendas orais de Montalegre. A vila veste-se a rigor com capas negras de bruxas, refeições diabólicas e seres demoníacos a atormentá-la. A figura principal da festa é, como é habitual, o padre Fontes, conhecido por “Dom Bruxo”, que tem como tarefa a preparação da queimada, licor feito à base de aguardente, limão, maçã e açúcar, acompanhada por um espetáculo piromusical. Antes de servir a queimada – “mistela abençoada” – o “Dom Bruxo” faz o esconjuro da bebida, recitando a ladainha “mochos, corujas, sapos e bruxas, demónios, trasgos e diabos, espíritos das enevoadas veigas”, livrando-a de “maus-olhados, feitiços e bruxedos”. A diversão e animação continuam, até de madrugada, pelos bares e discotecas da vila.

 

A ENVOLVENTE À ALDEIA – NATUREZA

A aldeia pontualiza na paisagem local o declive menos acentuado junto às grandes ribeiras agrícolas que constituem o vale orientado no sentido norte-sul ao longo das quais corre a ribeira de Oura ainda com a sua fauna natural. Na floresta predominam espécies autóctones naturais da região tais como o sobreiro, o pinheiro, o carvalho, o castanheiro, o amieiro, o salgueiro, assim como os arbustos esteva, giesta, urze e na encosta poente o medronheiro, entre outras espécies. A zona compreendida entre Peto de Lagarelhos e Vidago é fortemente marcada pela ribeira de Oura e respectivo vale que a integra. Abriga um ecossistema riquíssimo, uma paisagem ímpar que se estende por dezenas de quilómetros, com vale e serras a perder de vista.

A ALDEIA

A aldeia do Seixo, parte integrante da freguesia de S. Geraldo de Loivos, concelho de Chaves, distrito de Vila Real, localiza-se aproximadamente 420 metros de altitude entre Vidago e a cidade de Chaves. A aldeia desenvolve-se na encosta adjacente à estrada EM 311.3 que liga Vidago à estrada nacional Chaves-Murça em Peto de Lagarelhos. A aldeia do Seixo tem características patrimoniais de interesse não só pelas construções simples de carácter rural, mas também por todo o enquadramento histórico-cultural e económico que representa. As casas do aglomerado urbano de características rurais agarram-se umas às outras servidas por ruas um pouco sinuosas que se ligam ao arruamento principal que atravessa a aldeia no sentido nascente-poente no qual se insere um pequeno alargamento com fontanário central. Surgem assim no aglomerado as casas de lavradores constituídas por habitações unifamiliares e construções anexas, tipologicamente desenvolvidas de acordo com as necessidades.